
Vigo, Abril 2.001.- O Colectivo Nemo de Fantasia e Ficção-Científica, radicado nesta cidade, acaba de finalizar um extenso estudo sobre a introdução da minhoca arrakina no nosso planeta. 
O Colectivo Nemo instalando -desnecessariamente- um batidor para atrair à minhoca. O proceso de introducção desta espécie vem-se desenvolvendo há cinco anos, desde que a Cidade de Vigo começou esta experiência piloto no seu término municipal. Um factor decisivo para colocar em marcha desta iniciativa foram as boas expectativas de aclimatacção à terra galega, que desde há anos vem acolhendo con sucesso uma longa série de espécies estranhas desde vegetais como o kiwi até animais como o avestruz. 
Aqui podemos ver a grande confiança com os animais que tem Ana Rodríguez, que acarinha a minhoca Após cuidadosas análises, a zona escolhida para viveiro destes majestosos animais foi uma parcela do bairro A Florida. Com o fim de adaptar o terreno às características do ecosistema arrakino, foi levado a cabo um prolongado acondicionamento do biotopo. Posteriormente, depois da introducção preliminar de trutas de areia, procedeu-se ao traslado do primeiro espécimen. O transporte desde o planeta Arrakis realizou-se numa fragata da Confraria Espacial, com um custo
não precisamente módico para as finanças municipais. 
Nesta imagem podemos comprovar a serenidade e imperturbabilidade quase orientais das que faz gala Pedro Blanco ao passo da minhoca
| A partir desse momento, a equipa científica encarregou-se da supervisão do viveiro. A minhoca arrakina, ou lumbricus arrakinsis, é um invertebrado do grupo dos anélidos, que na idade adulta alcança uma longitude de entre cem e quatrocentos metros. Esta espécie é muito apreciada por sintetizar a especiaria "melange", uma substância que prolonga a vida e expande a consciência, e que apresenta muito boas perspectivas de comercialização, dada a sua alta cotação nos mercados interplanetários. |  Observem a total indiferença de Carlos Balseiro enquanto a minhoca passa por detrás de si a grande velocidade |
Por razões de prudência, durante a etapa inicial do projecto ocultou-se a origem extraterrestre do animal, dizendo à população ser um ejemplar da espécie autóctona lumbricus terrestris, ou minhoca brava, com a que apresenta muita similitude de rasgos morfológicos. O maior tamanho da minhoca arrakina explicou-se informando que a óptima alimentação foi a causa do crescimento, maior do que o habitual, do espécimen. 
Ainda que a minhoca arrakina é uma espécie selvagem e com muito carácter, é posivel de domar com uma técnica apropriada, como faz aqui Nacho Agulló muito decididamente
 Diego Diz faz-nos uma demostração do seu talento como equilibrista mantendo-se erguido sobre a minhoca em movimiento | Recentemente comprovou-se que a aclimatação da minhoca à terra galega é completa. Os membros do Colectivo Nemo deslocaram-se ao viveiro para comprovar in situ o grande sucesso de um projecto que motivara tão quantiosa injecção de fundos públicos. |
Observado o êxito da cria desta espécie em Galiza, grandes empresas do planeta estão a estudar a criação de novos viveiros. Ante a posivel proliferação de minhocas arrakinas recomenda-se à população, que sempre que caminhem por espaços abertos
façam-no arrítmicamente, para evitar atrair a atenção de un
exemplar faminto. 
Aqui vemos o Fernando Moreiras num alarde de atrevimento, tomando a
Água da Vida, com a minhoca acudiendo ao acontecimento. Será ele o Kwisatz Haderach? |